Publicado originalmente no Blog "Poder, Segurança e Relações Internacionais", hospedado no JB online.
De autoria do professor Niemeyer
Quais são as características básicas do contexto sul-americano que encerram condições para a implantação de um sistema de defesa nacional com o perfil ‘abrangente’, quer dizer, não reduzido aos processos, estratégias, recursos e objetivos eminentemente militares?
Em primeiro lugar conta a questão histórica e geopolítica. A América do Sul no contexto pós-Guerra Fria quase que ‘distendeu-se’. A indefinição e ao mesmo tempo a ‘paz americana’ trouxe ao continente a possibilidade de maior autonomia ao mesmo tempo que a necessidade de maior responsabilidade por parte dos países da região. Com o Brasil não foi diferente. Mesmo o País sendo visto como um país-chave na região, a posição do Brasil no mundo pós-Guerra Fria, principalmente no continente sul-americano, pauta-se pelo autonomia com responsabilidade.
Uma postura de defesa nacional abrangente, não necessária e exclusivamente pautada pela utilização de recursos e por objetivos militares, acaba se configurando como uma estratégia eficiente para uma, digamos, ação ‘autônoma, porém mais cooperativa’.
